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sábado, 23 de março de 2013

Caruaru ganha polo de distribuição de cana para alimentar o gado


Recurso vem sendo usado durante a seca na região Nordeste.
Meta é distribuir 90 toneladas do produto para 12 municípios da região.

Foto:Getty Images

Está funcionando em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, mais um polo de distribuição de cana-de-açúcar para alimentar animais. O recurso tem sido usado emergencialmente durante a seca. A inauguração do ponto aconteceu nesta sexta-feira (22). A expectativa é de que saiam de lá 90 toneladas por dia do produto para 12 municípios da região. No estado foram criados outros cinco polos, em Garanhuns, São Bento do Una, Surubim, Itaíba (Agreste) e Arcoverde (Sertão).
Antes da instalação dos polos, muitos animais morreram de fome por causa da seca. Desde que o governo do estado passou a oferecer o produto de graça, os interessados precisavam ir buscar a cana no engenho Laje Grande, em Catende, na Zona da Mata Sul. Os moradores de Altinho, no Agreste, reclamam que o local é distante do ponto onde criam o gado. “Dá uns trinta e poucos quilômetros, é uma distância muito grande e tem muita gente invadindo. Saía de manhã, quando chegava para carregar eram três horas da tarde”, conta o criador João Joaquim Sobral.

Outra queixa era o preço do frete para transportar os caminhões carregados com cana. “Custa R$ 1.200, R$ 1.300. Fica difícil para a gente trabalhar”, diz o criador Adeílson Macedo.

O governador Eduardo Campos esteve na estação experimental do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em Caruaru, para inaugurar o polo de distribuição de cana. “Nós vamos ter aqui a cana e o milho da Conab. As pessoas vêm com os caminhões, às vezes da prefeitura, às vezes das cooperativas, do conselho, com data marcada, e levam essa ração para que a gente segure a cabeceira desse rebanho, tanto da bovinocultura quanto da caprino-ovinocultura”, afirma o governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Fonte de informação:http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/03/caruaru-ganha-polo-de-distribuicao-de-cana-para-alimentar-o-gado.html

quinta-feira, 21 de março de 2013

Igarassu recebe mutirão de limpeza

A Prefeitura de Igarassu, através da Secretária de Serviços Públicos realiza no próximo sábado, a partir das 8h, um mutirão com serviços de capinação, pintura do meio fio e limpeza das canaletas nas principais vias da cidade. A concentração acontecerá na sede da Secretaria, localizada no Sítio Histórico e contará com o apoio de todo o secretariado e servidores.

A nova administração municipal também investe em uma campanha de conscientização junto aos moradores no combate a sujeira, que vai dar um novo visual a cidade. A ideia é divulgar para a população a importância da coleta seletiva com a ajuda da comunidade, que já está contando com uma nova empresa de limpeza urbana, trabalhando diariamente para combater a degradação em Igarassu.


Foto: ASCOM/PMI

O prefeito Mário Ricardo (PTB) classifica a ação como fundamental para o crescimento da cidade, que dessa forma estará contribuindo com a mobilidade no município e também nos preparativos para o período chuvoso, evitando tragédias no inverno. Para garantir ainda mais o bem estar da população e a beleza de Igarassu, a Prefeitura pede a ajuda dos moradores no combate à proliferação do lixo e sujeira, com dicas simples: Evite jogar sujeira e detritos nas ruas, acondicione o material em sacos e espere a passagem dos caminhões que fazem a coleta, não jogue lixo nas canaletas e esgotos da sua comunidade.

 Fonte de informação:
 ASCOM PMI

quarta-feira, 20 de março de 2013

Crime ambiental no Canal de Santa Cruz



foto:PAT Escosmar (foto meramente ilustrativa)
Preocupados com a pesca predatória no Litoral Norte de Pernambuco, pescadores da Colônia Z-10 realizaram abaixo assinados, reunindo mais de 400 assinaturas, pedindo a proibição e fiscalização desta prática no Canal de Santa Cruz. Documento foi entregue aos representantes do CPRH e do Ibama. Amanhã(20) será realizada uma reunião com a participação de aproximadamente 150 pescadores locais, além de representantes das instituições citadas.
Desde outubro de 2012, a colônia de pescadores de Itapissuma vem recebendo denúncias sobre a prática de pesca com malhas miúdas em pescaria de camboa. Este tipo de prática, segundo os pescadores, é predatória e os praticantes são oriundos da comunidade do Gamba e Carrapicho, na cidade de Goiana. No último final de semana, os pescadores presenciaram que a prática ilegal pescou cerca de 700 quilos de tainha juvenil, com tamanho inferior a 2 centímetros. Logo depois o responsável pelo crime ambiental, despejou os peixes mortos no Canal. Esta pesca predatória traz como conseqüência a morte de cardumes ainda juvenis, não permitindo que os mesmos cheguem à idade de maturação, o que traz a escassez e até mesmo a extinção de algumas espécies.
Na reunião estarão presentes os coordenadores da Area de Proteção Ambiental – APA de Santa Cruz (CPRH), representantes do setor de Fiscalização do Ibama e aproximadamente 150 pescadores locais. O encontro está agendado para as 14horas, na casa de eventos Quintal Bar, Avenida João Pessoa, s/nº, centro. Itapissuma (próximo à escola Nercy Amazonas).

Jornalista:

Criz Rodrigues

quinta-feira, 7 de março de 2013

Consciência e boa vontade, é o que basta - Lanche escolar colorido e saudável




Toda refeição é importante, inclusive o lanche na escola. É fundamental deixar a criança longe de itens com altos teores de gordura e sódio FOTO: AGÊNCIA DIÁRIO

É na escola onde as crianças e os adolescentes têm a oportunidade de aprender hábitos importantes, dentre eles, a alimentação saudável. Na hora do lanche, é possível oferecer produtos naturais, distanciando-os mais dos industrializados.

Por serem ambientes de aprendizado, os colégios devem exercer essa função em todos os aspectos, inclusive o alimentar. "Creio ser urgente a intervenção da gestão pública no sentido de se proibir a venda de itens como refrigerantes e salgadinhos (alto teor de gordura e sódio) nas lanchonetes das escolas", afirma a nutricionista Helena Ximenes, Doutora em Fisiologia Humana.

Uma das consequências de se oferecer uma alimentação inadequada é a obesidade infantil, que conforme a especialista, representa fator de risco para muitas doenças crônicas, a exemplo da hipertensão e diabetes na infância e que pode perdurar na vida adulta. "Mas não é só esse o problema. Uma dieta pobre em nutrientes pode interferir diretamente na qualidade do aprendizado e comprometer o desenvolvimento cognitivo das crianças".

Os pequenos, explica, devem ser constantemente estimulados pela família e encorajados pela escola a comer frutas, tendo em vista, o baixo consumo desses alimentos ao longo do dia. Maçã, pêra, banana, tangerina e goiaba são opções práticas para o lanche, indica.

"Os pais e educadores precisam assumir seu papel o quanto antes na adoção e promoção de uma alimentação saudável. É preciso que eles também adotem hábitos saudáveis em casa, já que as crianças aprendem principalmente por meio de exemplos", justifica a especialista.

Como variar

Diversificar a oferta de itens saudáveis no ambiente escolar deve ser o primeiro passo. Helena Ximenes destaca algumas possibilidades, como oferecer além da fruta, uma pequena porção de castanha de caju (produto com ótima composição nutricional).

A lancheira pode conter ainda sucos de frutas (o ideal seria os produzidos em casa com frutas mais doces que dispensassem açúcar) com bolachas salgadas ou doces. Outra opção apreciada pelos pequenos são os sanduíches leves com queijo, requeijão ou cream cheese. É importante lembrar que tudo depende das necessidades nutricionais de cada criança.

Fonte de informação:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1238566

Rede de Alimentação Solidária fortalece projeto sócio-ambiental que valoriza catadores de material reciclável


Com uma base de produção montada no Colégio Estadual Manoel Novaes, as cooperativas da Rede de Alimentação Solidária mobilizam um complexo sistema de produção de três refeições por dia para mais de 2600 catadores de material reciclado durante o carnaval de 2013 em Salvador.


Rede de Alimentação Solidária fortalece projeto sócio-ambiental que valoriza catadores de material reciclávelA ação é parte do Projeto Ecofolia Solidária: O trabalho decente preserva o meio ambiente, uma realização do Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia com 05 (cinco) cooperativas de catadores, que envolve 10 (dez) empreendimentos econômicos solidários (associações e cooperativas) de mulheres do ramo de alimentação e 10 (dez) empreendimentos da rede de costura da economia solidária. Realizado em parceria com organizações não governamentais como CECUP (Centro de Educação e Cultura Popular), Vida Brasil e CAMA, conta com financiamento do Governo do Estado (através do Programa Vida Melhor) e apoio da Prefeitura Municipal. Está entre os objetivos do projeto oferecer condições adequadas para o recebimento e atendimento ao catador, garantindo as condições de salubridade dos mesmos, material de proteção individual (uniforme, botas, bonés, luvas e protetores auriculares) e alimentação para esses trabalhadores durante o carnaval.

São cerca 160 pessoas envolvidas na produção das refeições, que além de constituírem uma cultura de organização da produção, através do trabalho cooperado, exercitam uma prática de coletividade mais complexa, com a participação de várias empreendimentos produtivos organizados em Rede de Economia Solidária. Essa Rede conta com o suporte técnico e estrutural da Organização Vida Brasil, que atua como organização de apoio, oferecendo assessoria e capacitação técnica, formação político cidadã, apoio estrutural e institucional na perspectiva de formação de uma sociedade mais justa, democrática e solidária a partir de organizações produtivas diferentes do modo de produção capitalista, que visa prioritariamente o lucro.

A participação da Rede de Alimentação Solidárias no projeto Ecofolia se iniciou em 2010 e vem se ampliando desde então. Para Eliana Santana, da Cooperativa Sonhos Possíveis, do Engenho Velho da Federação, “o projeto representa o aprendizado e a maturidade da rede, além da parte técnica da produção se aprende muito sobre solidariedade e autogestão. Mais do que a formação do profissional, a rede também gera a formação do indivíduo, que se fortalece no trabalho e na busca pelo desenvolvimento sustentável”. Outro fator importante Para Eliana é que “a rede oferece oportunidade pra pessoas que não tem acesso ao mercado de trabalho convencional, pois as cooperativas disponibilizam capacitação para pessoas sem experiência no ramo”.

Ali mesmo na base de produção são realizados espaços de formação. Durante um desses momentos as nutricionistas Ana Lúcia Nascimento e Ana Cláudia Duran, que fazem o acompanhamento técnico nutricional do projeto, realizaram uma palestra no primeiro dia de produção, na qual assuntos como higienização, sanitização, forma de fabricação e prevenção de doenças transmitidas por alimentos foram debatidos com os integrantes da rede. Para Ana Lúcia e Ana Cláudia, esses espaços são momentos de troca de conhecimento importantes para o desenvolvimento do trabalho e inserção em um processo de produção industrial.

Uma análise muito interessante é a feita por Carol Reis, da Cooperativa de Rango Vegan, que participa pela terceira vez do projeto: “A importância central é a ideia de trabalho em rede, numa perspectiva de diversidade e da divisão de funções, o que potencializa a produção. Além do fato de atingir uma parcela da força de trabalho que está vulnerável socialmente, valorizando o trabalho e dividindo os recursos adquiridos, na superação de relações individualistas e de desigualdades nas relações de trabalho. Considerando que é uma gestão absolutamente de mulheres, em sua maioria negras. Percebo a atividade como a de um peixe pequeno dando conta de um processo muito grande, ou seja, um público doméstico dando conta de uma produção industrial, o que contribui com um desenvolvimento social muito grande e favorece o reconhecimento social e institucional”.

A perspectiva das redes de economia solidária é de incentivar o protagonismo e a construção de relações de trabalho mais igualitárias, onde os trabalhadores são os donos e gestores do próprio empreendimento. Busca-se, com isso, um desenvolvimento com base no exercício da coletividade e da cidadania, no exercício da própria identidade, no qual as referências de gênero, raça e classe social estabelecem parâmetros para a superação das desigualdades, refletindo resultados diretos nas famílias e comunidades, possibilitando uma qualificação técnica na efetivação das atividades produtivas.

Fonte: Ecofolia Solidária em 15/02/2013